Florence foi gigante, a gente sabe bem,
Fundou a enfermagem, cuidou de muita gente também.
Mas dizem por aí que ela deixou um fardo,
Que enfermeiro(a) fica só, sem amor ao lado.
(Pré-refrão)
E aqui no sertão, a gente sente no peito,
Essa solidão que não parece ter jeito.
Florence, eu te admiro, mas vou desabafar,
Essa maldição eu não quero carregar.
(Refrão)
Florence, essa dor vou deixar pra trás,
No sertanejo, o amor é o que me satisfaz.
Chama as amigas, vamos juntas sofrer,
Mas na sofrência, o coração vai se aquecer.
(Verso 2)
No plantão, é só correria e luta sem fim,
Mas quando chega a noite, a solidão vem pra mim.
Florence, você foi grande, não vou negar,
Mas viver sem amor? Isso não dá pra aguentar.
(Pré-refrão)
Então, vou cantar minha dor no sertanejo,
Quem sabe assim, espanto esse desejo.
Florence lá no céu deve estar a olhar,
Mas essa maldição eu vou desafiar.
(Refrão)
Florence, essa dor vou deixar pra trás,
No sertanejo, o amor é o que me satisfaz.
Chama as amigas, vamos juntas sofrer,
Mas na sofrência, o coração vai se aquecer.
(Ponte)
Florence, o seu legado é puro e forte,
Mas essa lenda aqui não é a minha sorte.
Cuidar e amar, eu quero os dois na mão,
E na sofrência, vou curar meu coração!
(Refrão)
Florence, essa dor vou deixar pra trás,
No sertanejo, o amor é o que me satisfaz.
Chama as amigas, vamos juntas sofrer,
Mas na sofrência, o coração vai se aquecer.
(Final)
Florence, sua história a gente vai respeitar,
Mas essa maldição a gente vai quebrar.
No sertanejo, com o coração partido,
Vamos juntas encontrar um novo sentido!
Florence, essa Maldição vou deixar pra trás
Essa letra conta a história de uma enfermeira que, ao mesmo tempo em que reconhece o legado de Florence Nightingale, sente o peso de uma suposta “maldição” que ronda a profissão: a ideia de que enfermeiras e enfermeiros acabam sozinhos, sem tempo ou oportunidade de encontrar o amor. Com um tom de desabafo no estilo sertanejo, a música mistura sentimentos de solidão com a esperança de encontrar conforto e aquecer o coração em meio à sofrência.
O primeiro verso estabelece a admiração pela pioneira da enfermagem, Florence, mas também destaca o fardo que teria sido deixado, simbolizando a vida solitária de quem se dedica tanto ao cuidado dos outros. O pré-refrão traz o sentimento forte dessa solidão, especialmente no sertão, onde a realidade do plantão intenso e o isolamento emocional parecem mais difíceis de suportar.
No refrão, o sertanejo surge como a válvula de escape, com o amor e a sofrência servindo de cura para o coração. A personagem principal da música chama as amigas para compartilhar esse momento, reconhecendo que, na união e na música, é possível encontrar alívio e aquecer o coração mesmo nos momentos difíceis.
O segundo verso reforça a dualidade entre o plantão cansativo e a solidão que chega à noite, ressaltando que, apesar do respeito por Florence, viver sem amor não é algo suportável. Mais uma vez, o sertanejo aparece como a saída, uma forma de expressar a dor e, ao mesmo tempo, desafiar a maldição.
Na ponte, a música apresenta uma rejeição mais clara da maldição, afirmando que o legado de Florence é forte, mas que a lenda de viver sem amor não se encaixa no destino que a personagem deseja. A enfermeira quer encontrar tanto o amor quanto continuar cuidando, mostrando que essas duas coisas podem andar juntas.
A música termina com um final otimista, onde o respeito pela história de Florence é mantido, mas a certeza de que essa “maldição” será quebrada prevalece. O sertanejo, com sua sofrência e melancolia, não é visto apenas como uma forma de expressar a dor, mas também como um caminho para encontrar um novo sentido na vida, com o amor e o cuidado lado a lado.
Essa canção é uma ode à enfermagem, à busca pelo amor e à resistência em deixar que o trabalho consuma toda a vida pessoal. Com um toque de sertanejo, ela expressa tanto a dor quanto a esperança, em um misto de reverência e desafio à tradição.